terça-feira, 14 de agosto de 2007

Satélites e novas tecnologias : O que vem por aí

O boletim da ESA (Agência Espacial Européia) publica no seu boletim artigo sobre os novos satélites de sensoriamento remoto, chamados de terceira geração que estão sendo desenvolvidos e deverão ser lançados nos próximos anos. O artigo em inglês no formato PDF pode ser baixado do link : http://www.esa.int/esapub/bulletin/bulletin131/bul131d_bensi.pdf
Abaixo retirei do artigo uma síntese sobre os novos satélites e sua provavel data de lançamento :


GOCE (Gravity Field and Steady-State Ocean Circulation Explorer), due for launch in early 2008, will provide high-resolution gravity data to improve the global and regional models of Earth’s gravity and ‘geoid’ (the shapeof a global ocean at rest used as a reference).

SMOS (Soil Moisture and Ocean Salinity), due for launch in 2008, will globally map soil moisture and ocean salinity to improve the representation of land in global atmospheric circulation models and to characterise the role of the ocean in the climate system.
ADM-Aeolus (Atmospheric Dynamics Mission), due for launch in 2009, will make novel advances in global windprofile observations and provide global wind information that is crucial
to climate research and numerical weather prediction.

CryoSat-2, due for launch in 2009, will determine the rate of change of variations in the thickness and mass of polar marine ice and continental icesheets in response to climate changes.
CryoSat-2 replaces CryoSat, the first Explorer mission, which was lost at launch in 2005.

Swarm, due for launch in 2010, is a constellation of three satellites to survey the geomagnetic field and its evolution. It will provide new insights into the Earth System by improving
our understanding of the Sun’s influence and Earth’s interior.

EarthCARE (Earth Clouds and Radiation Explorer), due for launch in 2012, is a joint European-Japanese mission to measure cloud and aerosol properties to help understand their interactions with Earth’s radiative processes and climate-change predictions.

segunda-feira, 13 de agosto de 2007

Falta de pesquisa no Brasil compromete avaliação do IPCC sobre a região

Relatório da ONU não inclui problemas de saúde no Brasil provocados pelo aquecimento
Os problemas de saúde pública que o Brasil poderá enfrentar em conseqüência do aquecimento global não são abordados na segunda parte do relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês) da ONU, e a culpa é da falta de estudos brasileiros sobre o tema.

Segundo membros do painel ouvidos pela BBC Brasil, o documento de conclusões, que será apresentado nesta sexta-feira em Bruxelas, não tem nenhum resultado de pesquisas feitas no Brasil no capítulo relativo à saúde, apesar de o país ser considerado um dos mais vulneráveis aos efeitos das mudanças no clima.

“O Brasil tem um território e uma população enormes, e uma desigualdade social muito grande. Tudo isso enquadra a população brasileira na definição do IPCC, que considera mais vulneráveis as populações que não têm meio de se adaptar às mudanças, essas populações de baixa renda”, explica o médico brasileiro Ulisses Confalonieri, coordenador do capítulo dedicado à saúde humana.

“Entretanto, as conclusões falam sobre alergia e a doença da língua azul no gado, que são todas de incidência na Europa.”

O relatório também faz projeções globais sobre dengue e malária, “mas não são muito úteis para a situação brasileira, porque não levam em conta as especificidades regionais ou a capacidade do país de controlar a doença”, avalia Confalonieri.

De acordo com o médico, um dos maiores problemas causados pela mudança ambiental para o Brasil será a diarréia. O número de casos poderá subir drasticamente em decorrência do aumento da seca e da falta de água, principalmente no Nordeste do país.

Falta de dados

Os cientistas envolvidos no painel afirmam que a ausência dos problemas brasileiros no documento da ONU não é fruto de negligência, mas da falta de dados para serem analisados.

“O IPCC não faz pesquisas. É uma reunião de cientistas que discutem resultados já existentes. O problema é que a maioria das pesquisas na área de saúde são feitas no hemisfério norte, pelos países que têm mais recursos”, diz Confalonieri.
“Só agora estão começando a aparecer estudos específicos na América do Sul”.

A brasileira Thelma Krug, membro do conselho do IPCC, também reclama que alguns países não dispõem de dados científicos sobre temas importantes.

“Precisamos desses dados para poder fazer as projeções dos impactos da mudança climática. Este é um grande problema, até para podermos expandir os resultados para todas as regiões”, explica.

“Os governos revisam os resultados (do relatório) do IPCC. E quando não acreditam que os dados expostos são suficientes, não aceitam que determinada conclusão seja incorporada no documento. Então, os relatórios do IPCC refletem exatamente aquilo que todos os países, indistintamente, se sentem confortáveis para revelar”.


Márcia Bizzotto
De Bruxelas

Fonte : BBC Brasil

domingo, 12 de agosto de 2007

Melhorias no monitoramento de florestas tropicais permitem medir o impacto do desmatamento

Um artigo interessante publicado na revista Science afirma que o sistema de monitoramento de queimadas na Amazônia feita pelo INPE ficou mais transparente e confiável. O artigo cita que 25% da emissão de CO2 no planeta vem da derrubada, queima e transformação da floresta em áreas agrícolas, e que portanto o monitoramento e de grande importância. O artigo na íntegra em inglês no formato PDF pode ser baixado do link http://www.inpe.br/noticias/arquivos/pdf/haze.pdf . Para aqueles que não dominam o inglês existe um analise em portugues do artigo no link http://agenciact.mct.gov.br/index.php/content/view/44082.html

O geomarketing está com os dias contados ?

O geomarketing (análise de dados demográficos), como a principal ferramenta de marketing, está com os seus dias contados? Este é o título de um artigo interessante publicado no site http://www.mercadocompetitivo.com.br . O autor faz uma análise interessante da situação do desenvolvimento atual da tecnologia e diz ser possível um novo tipo de marketing personalizado que no futuro será a grande onda. Para ler o artigo completo clique no link : http://www.mercadocompetitivo.com.br/site/index.jsp?cod=001&pag=2652

sábado, 11 de agosto de 2007

Satélite ALOS mostra desmatamento em Rondônia



Imagem do sensor Palsar do satélite ALOS mostra em cores escuras as áreas desmatadas em Rondônia. Imagem de abri/2007. Clique sobre a imagem para uma versão ampliada

Leia também : IBGE começa a distribuir imagens do satélite ALOS no Brasil

Terrasar -X : Imagem das pirâmides do Egito



Nova imagem disponibilizada pela InfoTerra captada pelo satélite TerraSAR-X mostra ao centro as pirâmides de Gizé rodeadas pela cidade do Cairo. Resolução de 1m e polarização HH. Clique na imagem para ver uma versão ampliada.

GPS : Mapeamento de unidades experimentais com GPS - Caso de estudo da Embrapa Cerrados

A Embrapa Cerrados publicou um boletim sobre o uso de GPS no mapeamento de áreas experimentais. Os pesquisadores Luciano Shiratsuchi e Edson Sano detalham todos os passos para a realização do trabalho usando GPS de navegação. Foram utilizados um GPS Garmin III, e os softwares ArcView 3.2 , DNR Garmin e GPS Trackmaker. O Boletim esta disponível em formato PDF e pode ser baixado do link http://bbeletronica.cpac.embrapa.br/2003/doc/doc_90.pdf