sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Ibama disponibiliza shapes de Unidades de Conservação

O Ibama está disponibilizando para download gratuito arquivos shapefile (ArcGis) contendo os limites de todas as unidades de conservação Federais, Estaduais e Minicipais. Para fazer o download clique nos links abaixo.

 

Unidades de Conservação*

- Unidades de Conservação de Proteção Integral (formato shapefile, atualizado em 10/12/2008);

- Unidades de Conservação de Uso Sustentável (formato shapefile, atualizada em 10/12/2008);

- Outras áreas protegidas não contempladas pelo SNUC (formato shapefile, atualizada em 28/11/2008).

As novidades do ArcGis 9.3.1

Segundo a ESRI, o ArcGIS 9.3.1 irá melhorar o desempenho da publicação de mapas dinâmicos aumentar a compartilhamento da informação geográfica.

Sistema dinâmico de Publicação de Mapas de Alta Performance

    • Novo mecanismo de renderização mais rápido
      • Melhor que serviços equivalentes no Arcims .
      • Produz mapas de qualidade significativamente melhor.
      • Diminui o tempo de geração de cache para o mapa.
      • Zoom e pan mais rápidos e  mais suaves.
    • Nova barra ferramentas de   otimização de Mapas no Arcmap que ajuda a ajustarem o seu mapa antes de publicar  para ArcGIS Server.
      • Revisar e responde a  erros, conteúdo não suportado  e as advertências sobre os itens que irão deixar lento os serviços de mapa dinâmicos.
      • Visualiza o mapa otimizado estima o tempo de renderização.
      • Grava o o mapa otimizado no  novo formato Map Server Document (MSD) .
  • Melhor Compartilhamento da Informação Geográfica
    • Melhor compartilhamento dos Layers através ArcGIS Online
      • Layers podem ser empacotados e publicados através do ArcGIS Online Web services.
      • Layers podem ser encontrados através de uma pesquisa na Web.
      • Colaboradores podem organizar e controlar o acesso para as Layers que partilham.
  • Suporte melhorado para desenvolvimento em Java
    • Capacidade de criar as seguintes extensões:
      • Ferramentas personalizadas de geoprocessamento
      • server object extensions (SOEs) para ArcGIS Server
      • extensões de classe personalizada para dados  em uma geodatabase
      • Renderizadores personalizados personalizados para renderização de dados
      • plug-in para fontes de dados
      • Layers personalizados
    • Suporte para o ambiente de desenvolvimento integrado (IDE) do Eclipse
      • Assistentes padrão para gerar código baseado na especificação do desenvolvedor
      • Recurso de autodeploy
  • Fácil de Migrar
    • Atualizando para ArcGIS 9.3.1 não necessita desinstalar o ArcGIS 9.3.
    • Fácil de migrar ou trabalhar em ambientes mistos de ArcGIS 9.3 e ArcGIS 9.3.1 dentro da mesma organização desde que Geodatabases, mapas e APIs não mudarão.
  • Disponibilidade
    ArcGIS 9.3.1 está programada para estar disponível em no segundo trimestre de  2009.

Fonte : ESRI

Grade de órbita/ponto do satélite CBERS em shapefile

Grade-Cbers

A grade de órbita-ponto do satélite CBERS está disponível no site do INPE, nos formatos shapefile e PDF. Para fazer o download gratuito clique nos links : grade em shape e grade em PDF. Esta disponível a grade de órbita-ponto para o satélite Landsat, para fazer o download clique no link : Landsat grade órbita-ponto.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

WorldView-1 - A posse de Obama vista do céu

Imagem do dia 20/01/2009 do satélite WorldView-1 da DigitalGlobe, mostra a posse de Barak Obama. Este é um pequeno recorte da imagem mostrando o Capitólio e é possível ver as pessoas como pequenos pontos cinza escuro. Para acessar a imagem digital do WorldView-1 em tamanho grande clique no link.

 

 

 

 

Sensoriamento remoto

Brasil antártico, editorial da “Folha de São Paulo”

Expedição ao interior da Antártida e centros polares indicam novos e positivos rumos no programa nacional 
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A Antártida, na visão de muitos brasileiros, fica longe demais para merecer atenção. Há 26 anos, porém, o país sustenta o Programa Antártico Brasileiro (Proantar) com relativo sucesso. Após um quarto de século, o programa deu um salto quantitativo e qualitativo -o que é bom e útil para o Brasil, tendo em vista a proximidade do continente austral de 13,83 milhões de km2 e sua influência sobre o país.
No manto antártico encontra-se cerca de 90% da água doce do planeta, mas em estado sólido. Todo esse gelo exerce enorme influência sobre o clima da Terra. O Brasil, sétima nação mais próxima da Antártida, não poderia escapar dela.
Há indicações de que as frentes frias no Sul e no Sudeste, por exemplo, estejam diretamente relacionadas com o mar congelado em torno do continente branco. Na pior das hipóteses, os processos que lá ocorrem são tão importantes para o clima nacional quanto a Amazônia, mas bem menos conhecidos. Faz sentido investir na pesquisa antártica.
Manter um programa de investigação significativo, de resto, constitui exigência legal aos membros consultivos do Tratado Antártico, que entrou em vigor em 1961. O Brasil adquiriu essa condição em 1975, na esperança de exploração de jazidas de gás natural, carvão e petróleo na Antártida. Tal possibilidade foi suspensa pelo Protocolo de Madri, de 1991 (em vigor desde 1998), que designa o continente como "reserva natural, devotada à paz e à ciência".
O Proantar, criado em 1982, levou à instalação da Estação Antártica Comandante Ferraz na ilha Rei George, nas Shetlands do Sul. Fica na ponta da península Antártica, região mais próxima da América do Sul. Em seu entorno realiza-se a maior parte dos estudos científicos, muitos deles de caráter convencional e descritivo, como pesquisas populacionais sobre aves.
A latitude menos inclemente em que se localiza a estação, -62; o polo Sul está a 90- não propicia, contudo, condições adequadas para investigar o elemento onipresente na Antártida: gelo. Esse manto com espessura média de 1.829 metros está na base da pesquisa polar mais avançada, que lança mão das informações físico-químicas em microbolhas de ar nele seladas há dezenas, centenas, milhares ou milhões de anos, dependendo da profundidade. A pesquisa nacional com testemunhos de gelo era mínima.
Tal situação começou a mudar de modo decidido com o Ano Polar Internacional 2007/2008, que se encerra no próximo mês de março. Trata-se da quarta edição de um esforço internacional de pesquisa que envolveu 63 países e 227 projetos de pesquisa, 28 deles brasileiros, com participação de 30 instituições. Só o Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) investiu R$ 28 milhões, a maior soma já aplicada na investigação antártica desde a criação do Proantar.
O ponto alto desse esforço foi a Expedição Deserto de Cristal, que reuniu sete pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e da Universidade do Estado do Rio de Janeiro na primeira missão científica brasileira ao interior do continente. No centro da missão estava a obtenção de testemunhos de gelo na região dos montes Patriot e do monte Johns, 2.157 km ao sul da estação brasileira e a apenas 1.083 km do polo Sul.
Boa parte da análise do gelo coletado pelo grupo ainda será realizada no exterior, pela Universidade do Maine (EUA), mas também essa limitação cairá em breve.
No final de novembro, ao anunciar a criação de uma centena de Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCTs), o MCT consagrou dois dedicados à ciência polar: o INCT Antártico de Pesquisas Ambientais e o INCT da Criosfera. O segundo centro será coordenado pelo glaciologista gaúcho Jefferson Cardia Simões, líder da Expedição Deserto de Cristal, e contará com laboratórios frios para processamento dos testemunhos colhidos na Antártida e em geleiras andinas.
O biênio 2007/2008 pode entrar para a história como aquele em que o país passou a prestar a atenção devida à Antártida. Para isso, será preciso sustentar esses passos iniciais no interior do continente com a mesma determinação com que se conduziu o Proantar nos seus primeiros 25 anos -e com mais recursos.
Fonte : Folha de São Paulo, 19/1

o autor deste Blog orgulhosamente faz parte do equipe do projeto Criossolos, que estuda os ecossistemas terrestres na Antártica, com ênfase em solos.

Imagem Aster – Vulcão Chaiten - Chile

 Continuing Activity at Chaiten Volcano

Continuing Activity at Chaiten Volcano

Baixe imagem em tamanho grande (6 MB, JPEG) tomada em  19 de Janeiro de 2009 - Fonte : NASA – Observatório da Terra

 

O vulcão Chaitén ficou inativo por mais de 9000 anos, até entrar em erupção em Maio de 2008. Nos meses seguintes o vulcão continuou ativo lançando nuvens de vapor e cinzas vulcânicas, cobrindo a vegetação local, entupindo os cursos d’água e inundando uma cidade vizinha de mesmo nome.

Em 19 de janeiro de 2009, o sensor a Advanced Thermal Emission Spaceborne and  Reflexion Radiometer (ASTER) capturou uma imagem do vulcão Chaiten. Duas versões da imagem são exibidas aqui: um zoom na aréa do vulcão, e uma vista da área circundante.
Nestas imagens em falsa cor, vermelho indica vegetação e azul escuro  indica água. A pluma do vulcão aparece em coloração branco-acinzentada, e é grossa o suficiente para esconder completamente a superfície terrestre abaixo. A Sudeste do vulcão, a superfície terrestre varia na cor de cinza a marrom, com apenas manchas isoladas de vermelho. Estas cores alteradas  indicam áreas revestidas com cinzas vulcânicas e vegetação que foi morta pela queda de cinzas. Fonte : Nasa – Observatório da Terra

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Temperatura e aquecimento global em 2008

 

 

Fonte : NASA – Obsevatório da  Terra

 

O  ano de 2008 foi o ano mais frio  desde  2000, segundo análise de registros da temperatura mundial feita pelo NASA Goddard Institute for Space Studies (GISS) , mas 2008 ainda esta dentre os dez anos mais quentes desde o início da coleta de dados em 1880. Dado o intervalo de incerteza das medições, a  equipe do GISS concluiu que 2008 esta entre o sétimo e o décimo ano mais quente registrado (Os 10 anos mais quentes ocorreram todos têm dentro do período  de 12 anos de  1997-2008).
O mapa acima mostra anomalias na temperatura global em 2008 em comparação com o período basal de 1950-1980.  Temperaturas abaixo da média são mostrados em azul, temperaturas médias são mostradas em branco, e temperaturas acima da média são mostrada em vermelho (Cor cinza indica que não há dados.) A maior parte do mundo esta mais  próxima do normal ou mais quente do que o normal. Europa Oriental, Rússia, Ártico e Península Antártica foram excepcionalmente quentes (1,5 a 3,5 graus Celsius acima da média). A temperatura nos Estados Unidos em 2008 não foi muito diferente do que a média de 1951-1980, o que fezo ano de 2008 o mais dentre todos os anos anteriores, na presente década. Grandes áreas do centro e leste do Oceano Pacífico estão mais frias do que a média de longo prazo. Isto esta  ligado a um episódio La Niña que se iniciou em 2007.
O gráfico mostra a tendência a longo prazo na temperatura  da superfície desde 1880. As temperaturas médias anuais são apresentadas em laranja, e os zig zag da linha indicam o quanto a temperatura global média da superfície varia de ano para ano. Como o clima  é tão variável de  ano para ano, pode ser mais fácil de detectar as tendências de longo prazo através de  médias de vários anos. A linha vermelho escuro mostra a média móvel de cinco anos, que é uma média de cinco anos da temperatura anual centrada em um determinado ano. Mesmo esta média de cinco anos mostra que o clima tem altos e baixos, mas a longo prazo o aumento nas temperaturas globais médias da superfície é óbvio. A barras cinza  indicam o intervalo de incerteza. Não surpreendentemente, a incerteza é maior para as medições antigas do que  para as medições mais recentes.
No seu relatório sobre as tendências da temperatura, os cientistas na NASA GISS, liderados por James Hansen, atribuem o clima mais ameno de  2008  à persistência do fenômeno La Niña, no período que vai do final de 2008 ao início de 2009. O relatório também descreve como o atraso no início do próximo ciclo de  manchas solares, atividade vulcânica das Ilhas Aleutas  (Vulcões Okmok e Kasatochi eclodiram em agosto), e taxas de emissão de gases de efeito estufa poderiam influenciar a temperatura global média nos próximos anos. Fonte : NASA – Observatório da terra