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sábado, 24 de janeiro de 2009

Satélite Amazônia 1 - Cobertura completa da Amazônia

Agência FAPESP – O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) está adquirindo novos componentes para o Amazônia-1. Com lançamento previsto para 2011, será o primeiro satélite de observação da Terra desenvolvido pelo Brasil e o primeiro a utilizar a Plataforma Multimissão (PMM).

Segundo o Inpe, os satélites Amazônia-1 e CBERS 3 e 4 permitirão, juntos, uma cobertura completa da Terra em menos de cinco dias, tornando o Brasil autônomo para obtenção de imagens em média resolução. O norte-americano Landsat-5, que é utilizado na avaliação de desmatamento da Amazônia, está há mais de 22 anos no espaço e apresenta sinais claros de degradação.

O Amazônia-1 é baseado em uma plataforma nacional, denominada PMM, que será também utilizada em outros satélites propostos para o Programa Espacial Brasileiro: o satélite científico Lattes-1, o satélite radar de observação da Terra Mapsar e o satélite meteorológico de medidas de precipitação GPM-Br.

Para desenvolver a PMM, o Inpe contratou na indústria nacional os subsistemas de telecomunicações, estrutura, propulsão e energia, cujos chamados modelos de vôo deverão ser entregues até meados de 2010, para dar início à etapa de integração e testes do primeiro satélite, o Amazônia-1.

Em paralelo, o Inpe está adquirindo os componentes para a carga útil do satélite, que envolvem equipamentos de transmissão e gravação a bordo e uma câmera óptica (denominada AWFI), operando nas faixas do visível e do infravermelho próximo, com largura de faixa imageada de 750 quilômetros, com resolução de 40 metros.

Além disso, um acordo assinado entre o Brasil, representado pelo Inpe, e o Reino Unido, representado pelo Rutherford Appleton Laboratory, permitirá incluir no Amazônia-1 a câmera inglesa Ralcam-3, com resolução da ordem de 10 metros, que complementará as imagens coletadas pela AWFI.

No fim de 2008, o Inpe firmou contratos para aquisição de mais dois componentes do Amazônia-1: a câmera AWFI, contratada na indústria nacional, e o sistema de controle e computação embarcada, objeto de uma cooperação entre as agências espaciais brasileira e argentina.

Fonte : Agência FAPESP :: Notícias - Cobertura completa da Amazônia

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Temperatura e aquecimento global em 2008

 

 

Fonte : NASA – Obsevatório da  Terra

 

O  ano de 2008 foi o ano mais frio  desde  2000, segundo análise de registros da temperatura mundial feita pelo NASA Goddard Institute for Space Studies (GISS) , mas 2008 ainda esta dentre os dez anos mais quentes desde o início da coleta de dados em 1880. Dado o intervalo de incerteza das medições, a  equipe do GISS concluiu que 2008 esta entre o sétimo e o décimo ano mais quente registrado (Os 10 anos mais quentes ocorreram todos têm dentro do período  de 12 anos de  1997-2008).
O mapa acima mostra anomalias na temperatura global em 2008 em comparação com o período basal de 1950-1980.  Temperaturas abaixo da média são mostrados em azul, temperaturas médias são mostradas em branco, e temperaturas acima da média são mostrada em vermelho (Cor cinza indica que não há dados.) A maior parte do mundo esta mais  próxima do normal ou mais quente do que o normal. Europa Oriental, Rússia, Ártico e Península Antártica foram excepcionalmente quentes (1,5 a 3,5 graus Celsius acima da média). A temperatura nos Estados Unidos em 2008 não foi muito diferente do que a média de 1951-1980, o que fezo ano de 2008 o mais dentre todos os anos anteriores, na presente década. Grandes áreas do centro e leste do Oceano Pacífico estão mais frias do que a média de longo prazo. Isto esta  ligado a um episódio La Niña que se iniciou em 2007.
O gráfico mostra a tendência a longo prazo na temperatura  da superfície desde 1880. As temperaturas médias anuais são apresentadas em laranja, e os zig zag da linha indicam o quanto a temperatura global média da superfície varia de ano para ano. Como o clima  é tão variável de  ano para ano, pode ser mais fácil de detectar as tendências de longo prazo através de  médias de vários anos. A linha vermelho escuro mostra a média móvel de cinco anos, que é uma média de cinco anos da temperatura anual centrada em um determinado ano. Mesmo esta média de cinco anos mostra que o clima tem altos e baixos, mas a longo prazo o aumento nas temperaturas globais médias da superfície é óbvio. A barras cinza  indicam o intervalo de incerteza. Não surpreendentemente, a incerteza é maior para as medições antigas do que  para as medições mais recentes.
No seu relatório sobre as tendências da temperatura, os cientistas na NASA GISS, liderados por James Hansen, atribuem o clima mais ameno de  2008  à persistência do fenômeno La Niña, no período que vai do final de 2008 ao início de 2009. O relatório também descreve como o atraso no início do próximo ciclo de  manchas solares, atividade vulcânica das Ilhas Aleutas  (Vulcões Okmok e Kasatochi eclodiram em agosto), e taxas de emissão de gases de efeito estufa poderiam influenciar a temperatura global média nos próximos anos. Fonte : NASA – Observatório da terra

segunda-feira, 3 de setembro de 2007

CBERS - 2B satélite de monitoramento ambiental será lançado neste mês

O lançamento do CBERS - 2B satélite de monitoramento ambiental esta previsto para ocorrer entre os dias 19 e 21 de setembro. O satélite foi desenvolvido em parceria com a China, como seus antecessores CBERS 1 e CBERS 2. Os dados do atual CBERS 2 estão disponíveis a toda a comunidade científica Brasileira e são fundamentais para o monitoramento ambiental em todo país e em especial na Amazônia .O CBERS 2 apresenta sérios problemas de funcionamento e pode para de transmitir imagens a qualquer momento devido a uma pane elétrica que fez com que parte dos equipamentos a bordo fossem desligados. O CBERS-2B já se encontra na China na base de Taiyuan aguardando o lançamento. O custo de desenvolvimento e lançamento do satélite de US$ 200 milhões será dividido entre Brasil e China. O CBERS 2B é uma cópia do atual CBERS, e a modificação mais importante que ele sofreu foi a a substituição de uma câmera IRMSS por outra do tipo HRC, de alta resolução.